No dia 11/07/04, das 5 da tarde até meia noite em ponto, vai ter tudo isso:
1. ZINE-SE >> lançar, ganhar, vender, trocar, dar ou ficar só olhando zines
***ainda é o primeiro em ambiente familiar e no começo do mês (a pedidos). lembrando ainda que esse mês é o premiado com 2 zine-se.
2. Exposição de milõõõõões de zines >> datados de 1988 até agora e de tudo quanto é canto
3. Bazar com cousas boas, belas e bacanas >> e quem comprar uma cousa boa, bela e bacana, concorre ao sorteio de 10 cd's da Alcalina
4. DJ's Suedehead & Franzkiña >> tocando músicas para cantar junto, ou não
5. Comes e bebes >> cerveja barata, vinho do bom, refri geladinho, bolo, torradinhas com patês pínticos e brigadeiros
6. Galeria de fotos >> pra ver um bocado de gente e cousas divertidas
7. Lançamento da Missiva #1 + camiseta #1 >> compre uma e leve a outra
tudo bom e barato
os telefones são da Fernanda (o que começa com 9) e da Nathália (o Oi). Mas se quiser me ligar, tb pode: 8829 0154
******Leve alguém pela mão*******
esquecido por Menina Joey 2:51 AM
Terça-feira, Maio 25, 2004
Ok, novidades...
Antes de mais nada, peço desculpas aos que ainda acessam o Sofá. Admito que sou a blogueira mais relapsa que conheço e que, enfim, é uma farsa.
Não, não tem novidades... Ao menos não por enquanto. Nem textos, nem zines, nem fotos, nem nada. A única notícia é real e por enquanto, é única. No fim das contas, é só ausência. Mas um dia volta!
Beijos a quem ainda ler...
DECRETO ESTADO DE COMA DO BLOG SOFÁ DE 2 LUGARES, BEM COMO DO ZINE.
Enfim, não dá pra saber quando eles se recuperam, mas eu sei que se recuperarão! A fé move montanhas!
qdo o ócio e a preguiça tomam conta da vida...
esquecido por Menina Joey 12:39 AM
Terça-feira, Fevereiro 03, 2004
Ele estava ao seu lado. Acordou com a luz azul do amanhecer invadindo o quarto pela janela aberta. Dormiu pensando no que fizera. Sentiu-se leve. Voltou para casa tarde esta noite, depois de ter dito tudo que sufocava o peito. Olhava insistentemente para o relógio e via o tempo esvair-se no espaço. Hesitava. Olhava insistentemente para o relógio e via o tempo esvair-se no espaço. Depois de ter dito tudo que sufocava o peito, voltou para casa tarde esta noite. Sentiu-se leve. Dormiu pensando no que fizera. Acordou com a luz azul do amanhecer invadindo o quarto pela janela aberta. Ele estava ao seu lado.
esquecido por Menina Joey 5:29 AM
Quarta-feira, Janeiro 21, 2004
i used to be a schizophrenic, but now we're OK.
esquecido por Menina Joey 12:22 AM
Quarta-feira, Dezembro 31, 2003
Sofreu até o último instante... Depois não teve mais jeito, se deixou levar pela euforia alheia.
EUFORIA O ANO TODO PRA TODO MUNDO
esquecido por Menina Joey 2:48 AM
Quarta-feira, Dezembro 10, 2003
Final feliz, um novo começo (feliz) ou uma continuação agradável? O fato é que, ontem, dia 09 de dezembro de 2003, às 8hs da manhã, defendi a minha monografia - "o fanzine como fator de identificação cultural". Foi um momento marcante. E vai ser pra sempre. Agradeço às pessoas que estavam lá: Jackson, Isla, Fernanda, Nico... e tb quem tentou mas não conseguiu entrar... ~;)
A verdade é que agora sim é verdade. Estou a poucos dias de pegar o meu diploma e me tornar, oficialmente, uma pessoa com direito à cela especial caso seja presa. Isso é grande! O que penso agora é a imensa falta que vou sentir de acordar de mau humor quase todo dia e ir pra aula ainda com sono, encontrar todo dia as mesmas pessoas e discutir os mesmos assuntos... Vai fazer falta! É muito estranho não ter que pensar que matérias vou fazer semestre que vem. Mas, é uma conquista. É bom saber que minha ausência vai ser sentida! Beijos!
esquecido por Menina Joey 5:53 PM
qdo as coisas não procedem, a gente deleta. Se a vida fosse simples assim, uma empresa não teria utilizado essa idéia pra vender...
esquecido por Menina Joey 3:06 AM
Sexta-feira, Outubro 31, 2003
Mandei uma carta com um próposito além da comunicação há algumas semanas atrás. Na verdade, encontro com ela diariamente, mas existem coisas que ficam melhores escritas do que faladas, além de ser passíveis de serem guardadas. O envelope era lindo, feito no computador, com figuras, perguntas e um layout especial só para ela. Esperei alguma resposta mais verbal que escrita, mas até agora nada. Me pergunto se o correio andou me boicotando esses dias...
esquecido por Menina Joey 1:12 PM
Terça-feira, Outubro 21, 2003
Depois de algumas horas inconsciente, acordou. Ainda com os olhos embaçados, se deu conta de que estava sozinha, em um lugar desconhecido. Pessoas transitavam, mas ela não era notada. Era invísivel.
esquecido por Menina Joey 1:04 AM
Terça-feira, Setembro 30, 2003
Eu desejo:
* ver outro show do Los Hermanos * o Rodrigo Amarante * o Morrisey
* o Rafa da UFF
* me formar
* entrar em jornalismo
* ir pro COBRECOS * ter os 2 cd¿s que me faltam do Los Hermanos
* a Kim Deal
* a última pessoa que me beijou * um Honda Fit ou um C3
* aquele celular que tira fotos com flash
* um sofá de 2 lugares * o mesmo estado de felicidade total de um certo amigo meu (aliás, dois certos amigos meus...) * o último Plush (pq eu não ganhei, Marco?)
* o Esplim grandão
* conseguir ir pra um ZINE-SE
* conseguir ir sexta de manhã pro CH da UECE
* o Chico Buarque
* paz pra minha Audi * mais momentos felizes pra mim
...acho que é só
LUTO Depois de 8 anos de convivência, de estar junto, criar, brincar, ver crescer, dar banho, alimentar, brigar e tudo mais que qualquer tipo de relação nos dá; vi hoje mais uma etapa da vida. A minha cachorrinha, a Audi, morreu hoje. Muita gente pode achar que é bobagem, que é só um cachorro... Mas essas pessoas não tem idéia do apego que a gente tem por esses bichinhos. Era tão bom poder olhar pra ela e ver nos olhinhos e no rabinho que ela estava feliz, contente com coisas que não deixariam qualquer um feliz. A simples chegada do dono de uma viagem é motivo pra uma grande festa. E faz falta saber que quando eu chegar, não vou mais ouvir o latido dela em conjunto com o da Magá (o legado dela, a filhinha que mora aqui também), saber que não vou mais poder fazer carinho na minha pretinha e o simples fato de saber que não vou mais olhar pra ela. É muito ruim e só agora fui entender a dor de perder alguém assim tão de perto. Nunca tinha vivido isso. Dói, mas é parte da vida. Da natureza. E é assim que as coisas acontecem. Agora só me resta lembrar. Fotos não faltam...
Continuo orgulhosamente utópica e decidida a continuar na faculdade por mais uns anos... Só a título de informe: vou entrar pra jornalismo na unifor... será que um dia eu vou conseguir me afastar do mundo acadêmico? Espero que não... ~;)
esquecido por Menina Joey 7:43 PM
Cheguei. Depois de 2 dias de viagem, e quase uma semana em BH, estou em casa. E preciso dizer pra quem ainda não soube: O ENECOM VAI SER EM FORTALEZA!!
Alguém tem noção?
O ENECOM VAI SER EM FORTALEZA!!
Acho engraçado pq agora que eu estou no fim do curso é que estou descobrindo a ENECOS e os encontros de verdade. Ahh se eu tivesse ido a um CONECOM antes... Mas, enfim... Quem sabe eu não entro pra Jornalismo mesmo... Quem sabe... Só preciso dizer que vi que ainda dá tempo, tempo pra fazer tanta coisa, acreditar em tanta coisa, brigar por tanta coisa, até por besteira, até com os amigos... ainda dá... e tem mais gente que acredita. É bonito ver umas 400 pessoas engajadas, fazendo reunião de madrugada, passando o dia em GD's... Ahh, se a realidade dos nossos cursos fossem assim... Mas, enfim, de volta à vida e bom, tentarei ir pro ERECOM...
Conhecer gente de tantos lugares tb foi o máximo... ~;)
esquecido por Menina Joey 6:35 AM
Quarta-feira, Agosto 27, 2003
Que trash! Meu negócio de comentários desapareceu... Perdi todas as msgs bacanas que as pessoas colocaram... ~;(
Enfim, informe: estou indo pra BH nessa sexta feira, desejem-me boa viagem... e até daqui a uma semana!! Beijos,
esquecido por Menina Joey 12:26 PM
Domingo, Agosto 24, 2003
posso me abster do mundo?
::repito:: existem coisas que não devem ser ditas... dói... muito...
esquecido por Menina Joey 4:53 AM
Quinta-feira, Agosto 21, 2003
Deletei msm o post passado. Só depois vi que já tinha comentários. Aviso aos desavisados: Não tem mais Drive-In no Ritz de quinta feira. Mas quem quiser ir pra lá ver Deuses Diet no sábado, a gente combina. Querendo ligar pode, 99522774.
E o Sofá nem tá mais pronto. Não vou lançar o que fiz... Vou fazer outro... Logo.
esquecido por Menina Joey 10:23 PM
Segunda-feira, Agosto 11, 2003
Aviso em vermelho:
Vou me abster por alguns dias mais do blog. Ando estressada, cansada e com textos pra ler. Mas, apesar de tudo isso, estou preparando o Sofá de 2 Lugares #7. Cabe todo mundo. Aguardem... Às vezes fico querendo colocar alguns textos que só tem aqui lá, mas não sei se cabe... Vou definir isso ainda. Preciso é parar de colocar de cara tudo que escrevo aqui. Acaba faltando coisa pra lá. hehehe
Acordou cedo, pra esperar o menino que entrega o jornal. Era o dia do resultado do vestibular. Tomou o café da manhã mais nervoso da vida enquanto esperava. E o medo de não ter passado? E o medo de ter passado? Enfim, chegou a hora. Chegou. Achou o resultado. Procurou o curso. Achou. Procurou seu nome. Achou. As letras já estavam se embaralhando quando ele viu lá, no meio da boiada, o nome dele. Passou.
Fez a matrícula logo no primeiro dia, pensando em encontrar alguém na fila, já fazer uma amizade... Mas a ansiedade era tão grande que o fez ficar calado e esperar sua vez. Matriculou-se. Em poucos dias as aulas começariam.
Comprou cadernos, leu livros sobre Comunicação Social, começou a ler o jornal diariamente, voltou a usar seus óculos. Tudo fazia parte do ritual da entrada na universidade.
No meio da noite, a mãe acordou, ávida por um copo de água. Deparou-se com o filho na cozinha, dormindo sobre os livros. Estava se mantando de estudar para a vestibular que seria dentro de algumas semanas. Levou-o para a cama, deu um beijo estalado em sua testa e disse baixinho:
- Aposto que já estava sonhando...
esquecido por Menina Joey 1:33 PM
Segunda-feira, Agosto 04, 2003
Ó... Ainda não tá dando pra postar textos novos. Mas pelo menos eu arrumei meu quarto. E continuo acrescentando gente nos links. Visita o povo... heheeh
Mas, eu volto. Um dia. Provavelmente terça... Amanhã... hehehe
E tô preparando o Sofá #7.
esquecido por Menina Joey 2:01 PM
Terça-feira, Julho 29, 2003
Desculpas pelo sumiço... Tô em processo de mudança de casa e é aquela coisa. Prometo voltar logo...
esquecido por Menina Joey 6:32 PM
Quarta-feira, Julho 16, 2003
João acordou sentindo aquele ventinho frio da madrugada. Tinha dormido na varanda da casa do Rodrigo. Passaram horas conversando lá fora, degustando cigarros, cigarrilhas e charutos. Mas eram 3. E agora estava sozinho. Provavelmente Rodrigo e Tina estavam dormindo em algum outro lugar da casa.
Espreguiçou-se. Sentia-se leve, como se tivesse tido o melhor sono de toda a sua vida. Quase como uma criança. Engraçado era que não tinha o costume de dormir de rede, e estava em uma. Parecia que até a sua freqüente dor nas costas tinha ido embora. O cinzeiro ainda na mesinha, exalava o cheiro dos cigarros, cigarrilhas e charutos fumados. E o cheiro misturava-se com o cheiro da noite e os barulhinhos que João sempre achou que eram grilos, mas nunca se sabe.
A lua estava cheia, do lado esquerdo, não muito grande e nem muito pequena, mas se fazia presente. Bonita como sempre. João olhou por alguns segundos para a luz, a noite, as nuvens que prediziam uma chuvinha iminente e levantou-se.
Não se sentia mais sozinho como sempre se sentira, não sentia falta do Lorax que não tomou essa noite, não sentia falta das noites intermináveis de balada. Sentia-se em paz consigo mesmo, e percebia a preciosidade daquele momento. Deitou-se novamente na rede e decidiu aproveitar aquele momento por mais tempo. O que é bom dura pouco, pensava. ¿O que é bom dura pouco...¿
O sonho de muita gente pode finalmente se realizar. Frank Black, guitarrista e vocalista do Pixies, disse em entrevista à rádio londrina XFM que a volta da seminal banda indie americana, que encerrou suas atividades em 1993, não é tão impossível quanto sempre pareceu.
Apesar de sua bem sucedida carreira solo e dos anos de boatos sobre brigas internas entre os ex-integrantes (principalmente do cantor com a baixista Kim Deal, hoje à frente das Breeders), Black revelou que o quarteto ainda se encontra para tocar de vez em quando. ¿Nós podemos voltar. Nós nos juntamos às vezes para fazer umas jam sessions privadas¿.
Black conta também que sonha, literalmente, com o grupo tocando junto nos palcos novamente: ¿Tenho que dizer que eu sonho com a reunião dos Pixies¿, disse. ¿É como aqueles sonhos de garotos colegiais que não fizeram a lição de casa e não estudaram para a prova: estamos no show e nós estamos juntos, mas é um grande fracasso e eu não sei mais as músicas, e quase ninguém aparece e as pessoas vão embora. É isso o que eu temo ¿ que seja um grande, grande fracasso¿.
Fracasso ¿ o maior entre os temores do líder de uma das bandas mais cultuadas dos últimos vinte anos, cuja legião de fãs se estende pelos quatro cantos do planeta.
Sentou no meio fio e começou a chorar. Um choro desesperado, amargo, seco, entalado na garganta. Chorava alto, soluçava. E já eram oito horas da manhã de um domingo inspirador, daqueles que levam algumas pessoas a sorrirem assim que abrem os olhos pela manhã. Ela estava com frio, apesar do sol de praia que iluminava a rua toda. E não era a rua dela, era outra. Estranhos passavam de um lado para o outro, fingindo não ver o que estava bem na frente dos olhos, ou logo abaixo. Ela, de cabeça baixa, não via nada que estava ao seu redor, e nem pensava no que estava ao seu redor. Até que sentiu uma mão no seu ombro. Conforto oferecido por um estranho. E ela voltou a acreditar.
esquecido por Menina Joey 6:15 AM
De férias
Estou me sentindo realmente de férias. São 5 horas da manhã da quinta feira (na verdade sexta, mas só é amanhã depois que acorda), e eu estou mais desperta do que nunca, no meu computador, ajeitando meu blog, visitando outros, descobrindo coisas na internet e ouvindo Yellow do Coldplay. Essa música é muito bonita... Suave... D'you know I love you so?
esquecido por Menina Joey 5:02 AM
Quinta-feira, Julho 10, 2003
Era uma vez, um porquinho que vivia com sua madrasta e duas irmãs malvadas. O pobre porquinho passava o dia todo obedecendo às ordens das três. ¿Porquinho, lave o meu vestido rosa!¿ Pooorquinhooo!! Você ainda não limpou a mesa?¿E lá ia o porquinho lavar o vestido com todo esmero e limpar a mesa, devorando os restos rapidamente para que ninguém percebesse que ele estava comendo algo além da sua lavagem. Apesar dos pesares, o porquinho se achava um suíno de sorte, por ter um teto para morar e comida para se alimentar. E assim levava a vida.
Um dia, o porquinho preparou uma cesta de doces para a vovozinha e ia caminhando pela floresta para entrega-la, tomando muito cuidado para não esbarrar no lobo mau. Acontece, que o nosso porquinho era um leitãozinho e não resistiu às gostosuras da cesta da vovó. Devorou os doces sem piedade e achou melhor não dar as fuças na casa da vovó de patas abanando.
Era muito cedo e o porquinho não podia voltar para casa, então ficou vagando pela floresta. Foi quando se deparou com uma trilha de migalhas de pão, que ia pouco a pouco sendo devorada por pombas. O porquinho, faminto, lutou pelas migalhas e espantou todas as pombas que ali circulavam. Seguiu a trilha e acabou encontrando João e Maria, em frente à famosa casa de doces da bruxa.
Mas, a essa altura já não tinha como escapar do lobo mau, que, meio confuso e morrendo de fome, não percebeu que estava na história errada e soprou, soprou e soprou, até que voou doces para todos os lados.
O porquinho, já cansado e com fome, devido à longa caminhada, pôs-se a brigar pelos doces com João e Maria e nem notou quando a bruxa se aproximou furiosa. O porquinho, pobrezinho, foi o único que nada percebeu. João, Maria e o lobo deram no pé. E o porquinho... Bem, o porquinho deu um belo assado. Com direito a maçã na boca e tudo.
esquecido por Menina Joey 7:05 PM
Adorei essa foto nova que achei... com certeza vai estar na capa do próximo sofá... pena que em pb ela perde um pouco...
esquecido por Menina Joey 6:52 PM
Quarta-feira, Julho 09, 2003
Por que eu não odeio mais o U2:
Durante anos da minha vida me dediquei a odiar o U2 por nada. Uma antipatia gratuita que eu acreditava ser mútua. Se eles soubessem da minha existência, me odiariam tanto quanto eu os odiava. O ódio surgiu por um motivo principal - minha irmã os odiava - e a partir desse, outros bem inconsistentes apareciam. Coisas do tipo: "O cara tem nome de bolacha", ou "me dá dor de cabeça". Acredito que, na verdade, nunca tinha tido vontade de parar por um segundo pra ver o que eles estavam falando, cantando ou sei lá o que.
O fato é que eu fui crescendo, e muitas pessoas queridas gostavam da banda, mas nem por isso eu deixei de odiar, passei a aceitar algumas músicas. A princípio só conseguia ouvir (fazendo cara feia) "With or Without You". E assim prossegui a vida até meus atuais 22 anos. Ano passado, comecei a freqüentar os shows de uma banda nova, chamada The Singles. E um dos ápices do show era "Elevation", e passei a aceitar isso. Mais, passei a cantar a música junto. Pra quem odeia, isso é uma coisa bem... bom, quase humilhante. Se divertir com uma música da banda que você odeia é foda.
Depois disso, o Danilo, um grande fã do U2 e um grande amigo meu, insistiu muito para que ouvisse algumas músicas, eu ouvi, mas com uma paciência mínima e passava todas as músicas antes dos 05 segundos iniciais. O tempo passou mais um pouco, e eu percebi que já aceitava o U2. Se eu conseguia cantar junto, se eu sabia a letra da música e se eu peguei a mp3, quer dizer que eu não odeio mais.
E eu não odeio mais. Percebi isso esses dias. Não há nada de abominável na banda. Admito que algumas músicas são muito boas. Mas, alto lá. Não estou declarando meu amor repentino pela banda. Só estou dizendo que deixei de odiá-la e passei a aceitá-la. Mas ainda tenho certeza que "Pop" foi um erro. Um erro enorme!
ESTE TEXTO É TOTALMENTE DEDICADO AO DANILO
esquecido por Menina Joey 5:09 AM
Domingo, Julho 06, 2003
Acabei de me lembrar o que me fez ver esse filme. Um teste. Que bom filme é você?. E, guess what? Eu sou Imensidão Azul... Segundo o resultado do teste, sou sonhadora, única. Muito sublime e encantadora. Am I?
esquecido por Menina Joey 7:30 PM
Tô precisando de uma coca-cola... acho q vou acabar saindo só pra beber uma.
Ainda não coloquei os pés pra fora de casa. Estou suja (de ontem ainda), com maquiagem (tb de ontem) e acabei de ver um filme que algum tempo atrás não me comoveria. Mas, hj, hj até Malhação me toca. Que diabos acontece comigo?
Enfim, vi "O Diário da Princesa". Pra quem já viu, o que me comove é a parte em que ela percebe que a palavra que ela mais usa é eu. E se ela parasse pra pensar nas outras 7 bilhões de pessoas que existem, então, sim, era melhor ela ser princesa, pq assim, os pensamentos que vagam na cabeça dela e das pessoas mais inteligentes que ela, podem enfim, virar realidade.
Achei bonito. Tocante. Se todo mundo conseguisse pensar assim, nem que fosse por alguns instantes...
Outro filme que vi esses dias foi "Imensidão Azul". No começo eu meio que freaked out... Muito mar, e eu sou meio apavorada com esse negócio de imensidão, linha do horizonte e tal. Me dá medo. O filme é longo, cansativo e lindo. Comecei a ver às 4 da manhã e só fui dormir às 7. Não cochilei um minuto sequer. Lindo. A capa tb é linda. Vou ver se coloco aqui.
E é isso... Domingo bem domingo esse. Vou tomar um banho agora... Quem sabe passo por aqui mais tarde.
esquecido por Menina Joey 7:16 PM
Sexta-feira, Julho 04, 2003
Hoje é sexta feira. Tive vontade de usar esse blog finalmente como blog. Sexta feira é fim de semana, e normalmente, nos fins de semana, as pessoas saem. À noite. Eu queria hoje algo não programado. Minhas noites têm sido tão programadas que cansa. Não que eu não goste de saber que toda quarta feira eu acabo no Esquina da Silva e quinta, obrigatoriamente, eu vou pro Ritz, ver a Drive In. Aí chega sexta. Sexta não tenho nada programado, e nem perspectivas de para onde ir... A vontade hoje é de simplesmente ir. Não importa pra onde, isso se decide depois que já está fora de casa. E é assim que pretendo terminar essa noite. Querendo me ligar, mandar mail, qq coisa, pode... Vou, inclusive, divulgar meu celular aqui (contanto que não passem trote, tá bom) >>> 99522774. Liga, manda mail.... joeyzinha@bol.com.br
esquecido por Menina Joey 8:19 PM
Quarta-feira, Julho 02, 2003
De novo, a capa do Sofá #6
esquecido por Menina Joey 3:21 AM
Parte 1 ¿ Does Heaven Knows I¿m Miserable Now?
Tava assistindo Alta Fidelidade pela 3ª vez seguida quando a campainha tocou. E eu não estava esperando ninguém. Tava sozinho em casa, tentando ver alguma perspectiva de melhora nos meus relacionamentos quando a droga da campainha tocou. E não era a pizza, que, aliás, estava demorando muito. Era Marina, com a cara toda inchada de tanto chorar, dizendo alguma coisa que eu não conseguia entender. Depois de um tempo ela conseguiu explicar o que tinha acontecido. Uma DR com o Marcos, uma puta briga que acabou sem solução. Tentei faze-la entender que assistir o filme comigo poderia trazer novas perspectivas para eles se entenderem, mas não adiantou.
Nessas horas a gente tem quer ser mais amigo e menos egoísta. Num ato raro de altruísmo vindo da minha parte, fui com Marina ver o pôr do sol. A gente sentou na grama e ficou discutindo relacionamento. O dela, com o Marcos. O foda é que eu também tinha as minhas questões, my fucking issues. Mas, tudo bem, ela precisava desabafar mais que eu.
Depois de algumas horas de conversa, uns cigarros e 2 cervejas, ela me deixou em casa e foi conversar com o Marcos, tentar resolver as coisas. E eu acabei ficando tão envolvido com os problemas deles que encanei com os meus. Fiquei achando tudo bobagem. Todos os meus namoros falidos foram uma bobagem só. Eu sou o próprio John Cusack. No filme, que fique claro, porque eu não tenho nada a ver com o cara de verdade. Não sou ator, não sou bonito e nem talentoso. Tudo bem, é muita falta de auto-estima pra um cara só, mas é inevitável me ver como um fracassado. Parece que tá escrito LOSER em letras garrafais na minha testa. Não tive coragem de subir e continuar assistindo o filme. Sentei na escadinha em frente ao prédio e me senti tão só quanto lá em cima.
Putz, que merda. A Marina tem o Marcos. Eu não tenho ninguém. E acredito agora que nunca tive. Depressão. Subi as escadas correndo, pra parar de pensar e me concentrar só em pular os degraus o mais rápido que eu podia, mas acabei esbarrando no vaso do vizinho. Levei o maior tombo, quebrei o vaso, e ainda espalhei terra por todo o corredor. Era só o que faltava pra eu me sentir pior ainda.
Quem sou eu? Um cara de 27 anos, que mora sozinho numa espelunca, trabalha numa porcaria de jornal, ainda solteiro e que derruba a planta do vizinho.
Consegui chegar em casa. Mas deixei a planta esparramada no corredor. Mas, também, porque ele tem que colocar uma merda de uma planta no corredor, na saída da escada? A culpa é dele. E depois, ele nunca vai saber quem foi. Deixa pra lá. Também não consigo mais olhar pra cara do John Cusack. Ele interpreta um perdedor. Eu sou um. Aposto que o cara da pizza veio e eu não tava em casa. Tem horas que parece que o universo todo conspira contra você. No caso, eu.
Sentei no chão e consegui olhar uma vez só pra imagem congelada no pause do John Cusack na chuva, no orelhão em frente à casa do namorado da ex, ligando pra lá. No filme ele é pior que eu. Pelo menos em algumas fases. Se ele cresce e entende como se constrói um relacionamento, o mesmo pode acontecer comigo, não?
Há uma esperança. Talvez eu possa ligar pra alguém. Quem? Não sei. Não tô saindo com ninguém, não tô paquerando ninguém. Vou ligar pra quem, porra? Desisti de ligar. O melhor é se entregar. Agarrei a minha última meia garrafa de vodka, coloquei ¿Heaven Knows I¿m Miserable Now¿ pra tocar e me joguei no sofá. Eu, Smiths e a vodka. Perfeito.
Embriaguez, desordem, as coisas giram, a cabeça dói e a música ta no repeat. Começo a achar que nem o paraíso sabe o quão miserável eu estou. Ninguém sabe. Ninguém se importa. E agora eu fui invadido por aquele sentimento horrível de ¿ninguém me ama, ninguém me quer¿. Comecei a sentir pena de mim mesmo. Melhor levantar e tomar um banho, comer alguma coisa, quem sabe pedir outra pizza.
Desliguei o som, tomei meu banho e me arrumei pra sair. Sozinho. Mas o propósito era justamente não estar mais sozinho. Mas, ficando em casa eu ia continuar sozinho e saindo sozinho posso encontrar alguém.
Pizzaria. Casais felizes e sorridentes comem suas pizzas e bebem seus vinhos, enquanto eu sento sozinho na mesa e tento não passar mal na frente de todos eles. Meia calabresa, meia frango catupiry e uma coca cola. Na metade da pizza estava me sentindo um novo homem. Ainda um perdedor, mas pelo menos de barriga cheia.
<26 de junho de 2003>
No final da pizza, voltei a me sentir desesperado e sozinho. Fiquei, em vão, procurando uma única mulher solteira que fosse passeando pela vizinhança. Mas, hoje definitivamente não era o meu dia de sorte. Não vi nada além de casais aparentemente apaixonados e famílias muito bem formadas e felizes. Todos pareciam tão felizes de um jeito que me fazia mais deprimido ainda. De um jeito que me fazia admitir que eu nunca estaria no lugar deles. Não eu.
Me levanto e resolvo voltar para o meu confortante lar. Acendo um cigarro e fico divagando sobre a possibilidade de a minha paixão da adolescência, Kika, estar na minha casa, me esperando com duas taças de champagne, deitada em cima da minha cama, sob a luz de velas. Música, tem que ter música. Pensando no gosto dela, talvez Marisa Monte. Aquela ¿Não é fácil¿. Ahh, a Kika... Ahh¿
Chego em casa e a realidade é bem diferente do meu devaneio. Recebo duas contas. Luz e telefone, no mesmo dia. Isso é confortante. Subo deseperançoso, de volta à minha mediocridade. Antes mesmo de abrir a porta, ouço meu celular tocando dentro de casa. Finalmente alguém pensou em mim! Sabia! Hoje é sexta feira, meus amigos jamais me abandonariam.
Era Marcos me chamando pra ver um vídeo na casa da Marina. A princípio não iria. Ver um filme na casa da Marina? Eu e um casal, no escurinho, comendo pipoca? E sem a possibilidade de ver sequer uma alma interessante? No way! Mas pelo que eu entendi, eles estavam tão agradecidos pela conversa que eu tive com a Má, mais cedo que queriam me fazer uma surpresa, me dar um presente. Oras, se é assim, porquê não?
Um presente. Dos meus amigos. Por ser amigo. Um prêmio de consolação me fazia feliz. Tudo bem, não estaria na companhia de ninguém que um dia pudesse se tornar o amor da minha vida, mas estava com meus amigos, e ganhando um presente. E com a chance, mesmo que remota, de convence-los a sair depois do filme.
Sim, a surpresa. A surpresa, o meu presente... A surpresa era um encontro às cegas. A Marina chamou uma amiga dela e veio com aquele papo de que ela era perfeita para mim. E eu, no estado em que estava, só poderia pensar: ¿Porquê não?¿